A respeito da greve dos rodoviários em Marabá, a uma semana do Natal, momento do ano mais esperado pelo comércio, considerado pelos empresários do setor a “cereja do bolo”, o Blog do Zedudu ouviu o Sindicom (Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Marabá), por meio de seu vice-presidente Raimundo Alves da Costa Neto. E, na opinião dele, “é hora do poder público interferir nessa questão, porque se trata de transporte coletivo, de transporte público”.

Neto diz perceber que esse serviço hoje é penalizado na cidade pela concorrência do táxi-lotação, que “leva só o filé e só recebe em dinheiro vivo”, enquanto o coletivo continua recebendo com vale-transporte e levando estudantes com meia passagem; e deficientes, idosos e policiais gratuitamente.

“É uma concorrência totalmente desleal, é um dever do poder público intervir imediatamente. Aí sim, se houver um ou duas empresas trabalhando para a população no transporte público, vai poder cobrar delas que seja cumprido o que tiver sido acordado nos contratos de concessão de serviços”, opina Raimundo Neto.

Ele avalia que “empresa nenhuma aguenta em Marabá com a concorrência do transporte alternativo”: “Não estou falando do mototaxista, porque este entra nos lugares em que outros não entram e o valor da corrida é bem mais alto. Nada tenho também contra os trabalhadores do táxi-lotação, acho legal porque todo mundo está trabalhando, é um modo de sobrevivência. Mas nós temos de ver do ponto de vista da população, do ponto de vista do poder público o que deve ser feito”.

O vice-presidente do Sindicom afirma que é responsabilidade do poder público verificar com a empresa qual é o problema, pois, se esta não está tendo dinheiro para pagar seis funcionários, “obviamente está acontecendo alguma coisa, ela não está faturando o suficiente para cobrir sua folha e suas obrigações com os trabalhadores, como também os trabalhadores não podem perder”.

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“Uma greve, neste momento, em fim de ano, período em que as vendas estão aquecidas, está prejudicando tanto o usuário do transporte público quanto o comércio e a economia local”, lamenta Raimundo Neto, reafirmando: “É o memento de o poder público intervir”.

Conjove: “Isso vai impactar negativamente para as empresas”

Também ouvido pelo Blog, Caetano Reis Neto, presidente do Conselho de Jovens Empresários (Conjove) de Marabá, entidade ligada à Associação Comercial e Industrial de Marabá (Acim), que no memento promove a Campanha “Um Sonho de Natal”, cujo objetivo é alavancar ainda mais as vendas nessa época, lamenta que as empresas de transporte coletivo não estejam conseguindo honrar seus compromissos legais com os colaboradores.

“Isso acaba punindo a população, principalmente os que mais precisam se locomover até o trabalho e também para fazer suas compras. Agora nós estamos na reta final, já chegando a Natal. Isso vai impactar negativamente para as empresas”, avalia Caetano.

Ele afirma esperar que a situação seja revolvida o quanto antes para que o comércio siga com o equilíbrio que já vem sendo feito pela própria Prefeitura de Marabá, com relação ao pagamento dos salários em dia, reforçando que o transporte público é necessário para que as pessoas possam se locomover.

“Principalmente aquelas que vão para o comércio e para o trabalho. As empresas também vão ficar sem colaboradores que, sem transporte não podem chegar ao trabalho. Alguns conseguem se virar com carona, mototáxi, táxi-lotação, entre outros. Mas, ainda assim é de se lamentar”, afirma o presidente do Conjove.

Na opinião dele, caso as empresas não consigam mais atender à cidade, que se empreguem os meios corretos e legais, a fim de que se faça uma nova licitação “para que venha outra empresa que preste o serviço desejado para Marabá e para os marabaenses”.

Todos os direitos desta matéria é de “Zedudu” Por Eleuterio Gomes – Correspondente em Marabá

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